Andar pela cidade
Acordámos cedo no dia seguinte, juntamos as nossas coisas e fomos tomar o pequeno almoço no Hotel. Tínhamos de planear o nosso dia. Primeiro tínhamos de ir ao banco trocar os nossos cheques de viagem por dinheiro a seguir, a estação de autocarros para apanhar um autocarro para Tetuane, lá teríamos de trocar autocarros para seguir viagem até Chefchaun. Não podia ser mais fácil: pois mas mais complicado parece que podia ser, sim.
Abalamos logo a seguir ao pequeno almoço, pois não havia tempo a perder! Contudo, encontrar o banco provou ser um desafio dos grandes. O Paulo pensava se perguntássemos alguém, teríamos de pagar, e ele não queria gastar dinheiro em guias, e então estava determinado em encontrar o banco sem ajuda nenhuma.
Passamos de rua em rua, infelizmente o nosso "Livro sagrado de Marrocos", provou a ser muito incerto no que dizia respeito os mapas. Acabamos para discutir no meio da rua. Pois no mapa não se via bem onde havíamos de ir, os nomes das ruas estavam um pouco baralhados, e nem sempre correctos, em fim era um mapa muito mal feito. O Paulo não conseguia descobrir a rua certa e estava a ficar cada vez mais impaciente. Atirou-me o livro,
"Pronto, faz tu Sra Sabichona!" e ficou todo amuado.
"Ó Paulo, não é preciso ficar todo mauzão. Eu também não consigo ver sentido em nada disso!" Tentei não discutir com ele. "Podemos perguntar a alguém talvez?"
Ele cruzou os braços como se estivesse a desafiar-me.
"Então, vá força!"
E então perguntei um senhor de meia idade que estava muito bem vestido, tinha a certeza que ele devia de saber. O senhor respondeu me num Inglês quase perfeito, e indicou-nos o caminho certo. Agradecemos e seguimos. O banco não estava muito longe e trocamos logo o cheques. Agora tínhamos de ter muito cuidado com o dinheiro. O próximo artigo na lista era a estação de autocarros. E esta tarefa provou ser igual a anterior, mas em vez de ficarmos stressados, passeamos um pouco pela cidade, e por fim resolvemos apanhar um táxi, pelo menos esta vez concordamos nalguma coisa.
No Grande Socco, ou Grande Praça, havia muita actividade e vendedores a vender tudo o que se pode imaginar. Legumes, roupas doces e até carne. As regras de higiene não pareciam estar em efeito e as moscas eram abundantes. Para apanhar um táxi bastava esticar o braço, como na Inglaterra, e apareciam logo! Apanhamos uma grande vergonha, pois a estação nem ficavam mais de cem metro de nós! Mas pelo menos esta vez o taxista não nos expulsou a força.
E agora era só apanhar o autocarro para o Chefchauen. Preferíamos ter ido de comboio mas não havia linha para lá e então resolvemos viajar em estilo, no autocarro á Marroquino. O pior era que tínhamos de trocar autocarros em Tetuane. A forma que o nosso livro descrevia Tetuane, nao parecia nada agradável quase como se fosse o Bronx de Nova Iorque, e apôs a nossa entrada inicial no país, só conseguia imaginar um sitio terrível. Mas pronto, esta forma de viajar seria muito mais barato e isso é que interessava.
Uma vez dentro da estação vimos que os autocarros estavam em muito mau estado. Alguns nem pareciam capazes de ir a lado nenhum. Outra coisa que reparamos era que havia poucos estrangeiros, pois o Pedro tinha-nos dito que haveria 'hippies' por toda parte, mas não. Eram só Marroquinos. Nem sabíamos onde comprar o bilhete! Pois nada estava sinalizado, e ainda perguntamos um dos guardas, mas só levantou a mão e apontou para os guias. Sabíamos que havia guias com credenciais e outros sem. Mas distinguir entre eles era impossível. Acabamos por ver um guiché e arranjar o bilhete, mas não havia indicação onde estava o nosso autocarro, nem nada.
Claro se soubéssemos falar Francês, tinha sido uma canja,mas a língua inglesa nem é sempre é bem vinda.
Acabamos por ver o nome escrito na frente do autocarro, duh! Entramos e nos sentamos na parte de trás, com um sopro de alivio. Foi aí que entraram dois alemães e sentaram-se ao nosso lado, não conversamos muito com eles. Pois nao sabíamos falar alemão.
Antes de autocarro arrancar senti uma coisa bastante grande a trepar a perna, com medo de olhar, joguei a mão e tirei logo. Até hoje não sei o que foi e, nem quero saber!
A viagem foi interessante e não levou muito tempo. Viajar no autocarro até eram bastante giro, ouvir as conversas, não é que entendia, e ver a paisagem e de estar no meio deste ambiente autêntico Marroquino foi bastante agradável.
Em menos de nada chagamos e estação de Tetuan e entramos. Era escura e suja, nem dava vontade de sair de autocarro sequer, o nosso livro disse para não sair de estação, pois era muito perigoso. Bastava apanhar logo outro autocarro e sair logo.
Saímos do autocarro e compramos os bilhetes, esta vez sem problemas, mas mais uma vez não havia indicação em que terminal estava o autocarro, nem a que horas abalava.
Perguntamos um senhor mas esse apontou como o anterior aos guias. Esta vez achamos melhor arriscar, mesmo que estávamos com paranóia que nos fossem roubar, não tínhamos escolha. E então escolhemos um entre muitos que estava a oferecer os seus serviços. E ele foi muito eficaz. Levou-nos ate o autocarro, atou as nossas coisas no tejadilho e até tirou gente do seu lugar para eu e o Paulo podermos sentar juntos. Nem sabíamos se estávamos no autocarro certo! Claro que ele esperava pagamento pelo seu serviço maravilhoso.
Pediu 10 Dirham, e eu disse logo que dava 5, e ele concordou. Mas quando eu vi dentro da carteira não tinha uma nota de 5, nem trocos! E então dê-lhe uma nota de 10 e disse para trazer o troco. Ele disse que teria de ir buscar troco a outro lado e desapareceu. Apôs de instantes voltou com o troco, e nem esperava que fizesse isso, mas o nosso livro disse que a vantagem de viajar durante a Ramadão é que povo se encontra no seu melhor, e honestidade é para cumprir.
Acabamos por ver o nome escrito na frente do autocarro, duh! Entramos e nos sentamos na parte de trás, com um sopro de alivio. Foi aí que entraram dois alemães e sentaram-se ao nosso lado, não conversamos muito com eles. Pois nao sabíamos falar alemão.
Antes de autocarro arrancar senti uma coisa bastante grande a trepar a perna, com medo de olhar, joguei a mão e tirei logo. Até hoje não sei o que foi e, nem quero saber!
A viagem foi interessante e não levou muito tempo. Viajar no autocarro até eram bastante giro, ouvir as conversas, não é que entendia, e ver a paisagem e de estar no meio deste ambiente autêntico Marroquino foi bastante agradável.
Em menos de nada chagamos e estação de Tetuan e entramos. Era escura e suja, nem dava vontade de sair de autocarro sequer, o nosso livro disse para não sair de estação, pois era muito perigoso. Bastava apanhar logo outro autocarro e sair logo.
Saímos do autocarro e compramos os bilhetes, esta vez sem problemas, mas mais uma vez não havia indicação em que terminal estava o autocarro, nem a que horas abalava.
Perguntamos um senhor mas esse apontou como o anterior aos guias. Esta vez achamos melhor arriscar, mesmo que estávamos com paranóia que nos fossem roubar, não tínhamos escolha. E então escolhemos um entre muitos que estava a oferecer os seus serviços. E ele foi muito eficaz. Levou-nos ate o autocarro, atou as nossas coisas no tejadilho e até tirou gente do seu lugar para eu e o Paulo podermos sentar juntos. Nem sabíamos se estávamos no autocarro certo! Claro que ele esperava pagamento pelo seu serviço maravilhoso.
Pediu 10 Dirham, e eu disse logo que dava 5, e ele concordou. Mas quando eu vi dentro da carteira não tinha uma nota de 5, nem trocos! E então dê-lhe uma nota de 10 e disse para trazer o troco. Ele disse que teria de ir buscar troco a outro lado e desapareceu. Apôs de instantes voltou com o troco, e nem esperava que fizesse isso, mas o nosso livro disse que a vantagem de viajar durante a Ramadão é que povo se encontra no seu melhor, e honestidade é para cumprir.
O autocarro começou a andar deparamos com os alemães a abalarem com uns marroquinos.
"Onde é que será que eles vão", disse Paulo.
"Sei lá", respondi.
"Onde é que será que eles vão", disse Paulo.
"Sei lá", respondi.
O Paulo parecia estar preocupado com eles.
"Pois o livro disse para nao saírem da estação", ele anunciou a observa-lo a andar já fora da estação".
"Pois o livro disse para nao saírem da estação", ele anunciou a observa-lo a andar já fora da estação".
"Talvez eles não tenham um livro", disse lhe eu.

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